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Conselho da Ponte Preta autoriza processo para pedido de recuperação judicial

Macaca está com o estádio penhorado e tem dívidas na casa dos R$ 250 milhões
 
Em reunião na noite desta quarta-feira, o Conselho Deliberativo da Ponte Preta autorizou o andamento do processo de recuperação judicial. A Macaca está com o Estádio Moisés Lucarelli penhorado pela Justiça e tem dívidas na casa dos R$ 250 milhões.
 
A decisão é para que a diretoria executiva elabore um estudo e, caso o plano seja viável, já possa entrar com o pedido junto à Justiça sem precisar passar novamente pelo crivo dos conselheiros.
 
Também foi solicitado pelo presidente Marco Antonio Eberlin - e aprovado pelo Conselho - a liberação para a diretoria executiva tomar as medidas cabíveis para negociar as dívidas junto à Justiça do Trabalho e também à CNRD (Câmara Nacional de Resoluções de Disputas - órgão da CBF).
 
A posição oficial da assessoria do clube é que não seriam divulgados detalhes da reunião, mas que a decisão final foi "positiva para o futuro do clube".
 
A recuperação judicial é uma tentativa de organizar os pagamentos dos débitos por meio de um plano. Trata-se também de um passo para preparar o clube para uma eventual SAF no futuro.
 
É preciso, no entanto, que os credores aprovem a proposta do clube. Entram na negociação apenas as dívidas anteriores ao pedido de recuperação. Caso tenha um acordo com os credores, o clube terá de honrar os compromissos firmados para não entrar em processo de falência.
 
É uma saída momentânea para tentar estancar penhoras, mas também tem o outro lado: pode ser a "cartada final" para a sobrevivência da instituição se o plano não for cumprido. No Brasil, clubes como Cruzeiro, Figueirense, Chapecoense e Coritiba já aderiram ao mecanismo.
 
Cenário de crise

A decisão de penhorar o Majestoso faz parte de uma das duas ações movidas por Sérgio Carnielli, ex-presidente e presidente de honra da Macaca.

 
Na soma dos processos, ele cobra aproximadamente R$ 85 milhões (sem contar correções) por empréstimos realizados ao clube entre 2012 e o fim de 2021 por meio de contratos de mútuo.
 
Trata-se de uma penhora de garantia de execução a partir de um pedido da defesa de Carnielli, sem impacto no dia a dia financeiro do clube. Na prática, significa que o Majestoso fica como garantia se a Ponte perder a disputa e não conseguir realizar o pagamento. O estádio também não pode ser envolvido em nenhuma transação enquanto valer a penhora.
 
O último balanço da Ponte (2020) que detalhou a dívida com Carnielli, entre pessoas física e jurídica, apontou o valor de R$ 111.189.212. O documento de 2021 não especificou o passivo com o ex-presidente - e o de 2022 ainda não foi divulgado (o prazo final é abril).
 
A situação financeira é crítica. Em entrevista recente, o presidente Marco Antonio Eberlin disse o rombo do clube é de aproximadamente R$ 250 milhões. O clube convive com constantes bloqueios de receitas devido a ações por dívidas com ex-jogadores e funcionários desde gestões anteriores.
 
Sem recursos, os salários também sofrem atrasos desde a reta final de 2022. O volante Wallisson, por exemplo, conseguiu na Justiça a rescisão de contrato por conta da falta de pagamentos e assinou de graça com o Cruzeiro.
 
A Macaca tinha comprado, em agosto, 50% dos direitos econômicos dele por R$ 1,2 milhão junto ao Athletic-MG, com vínculo até o fim de 2027 e multas rescisórias de R$ 30 milhões de euros (R$160 milhões) para o exterior e R$30 milhões para o mercado interno.
 
Fonte: Globo

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